Stefano Gabbana e Domenico Dolce apresentaram seu último desfile da D&G hoje em Milão. Ao final, os estilistas anunciaram a todos que assistiram ao desfile que a marca iria fechar. Fechar não. Fundir, é a palavra mais apropriada, com a sua marca principal. Seus criadores alegaram que ela passará a ser uma linha dentro da marca homônima.
A D&G era a marca caçula e mais barata da já clássica Dolce & Gabbana. Era nela que experimentações e ousadias eram mais frequentes, além de ter um estilo mais descontraído e leve. Segundo a FFW, a marca era a responsável por cerca de um terço do faturamento total do grupo, que totalizaram 1,3 bilhão de euros no ano passado. Logo, o motivo não foi financeiro.
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| Último desfile primavera/verão 2012 da D&G |
Mas qual foi então?
Bom, sempre que uma marca fecha sem dar motivos claros, as especulações se proliferam rapidamente. Não apenas marcas, mas empresas também. Enfim, ao ler a declaração que a dupla de estilistas italianos escreveu (confira aqui), se pode pensar na sua necessidade de se empenhar mais na marca principal Dolce & Gabbana, já que com uma grife a menos, o tempo de preparo e pesquisa para a outra aumenta. Esse foi o tipo de raciocínio (muito lógico, na verdade) que a WWD apresentou.
Mas isso tem um certo limite. Afinal, D&G e Dolce & Gabbana têm DNAs diferentes. Fazer com que as duas convivam harmoniosamente dentro de uma só coleção provavelmente não será tão fácil (olha a minha especulação aqui...).
Também acredito que essa junção foi comercial. Vamos levar para o lado prático: Se uma pessoa entra na Dolce & Gabbana para comprar uma roupa e vê a nova coleção da sua linha menos cara e jovem, por que ela não aproveitaria a chance de levar uma peça, já que está no mesmo local?
Isso sem contar com as pessoas que compram na D&G, mas que não têm o hábito de comprar (ou não têm condições de pagar) roupas que levem a etiqueta da marca principal dos estilistas italianos. A proximidade das peças pode se tornar um fator relevante na hora da compra.
Bom, é meio cedo pra dizer o que realmente eles têm em mente e como o público vai reagir em relação a essa mudança. Será que a D&G como linha irá ser menos lucrativa? Será que terá menos embasamento conceitual?
Bom, é esperar pra ver!


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