Páginas

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Steve Jobs e sua gola rulê


Como não sei assim tanto da vida do Steve Jobs, morto em 5 de outubro, vou apenas escrever o que ele representa pra mim. E o que ele, efeitivamente, representa? Ao meu ver, são (nessa ordem): a Apple, seus óculos redondos e sua blusa de gola rulê preta.

Daí a minha surpresa ao ver a notícia sobre a revelação do segredo dessa blusa, no site Chic. O portal de moda se baseia na biografia feita por Walter Isaacso, ainda não publicada, para esclarecer esse mistério. O biógrafo de Jobs disponibilizou um trecho de sua obra no site Gawker, uma entrevista em que Jobs conta como resolveu usar a tão falada blusa e o porquê:

 Em viagem para o Japão no começo dos anos 1980, Jobs perguntou a Akio Morita, presidente da Sony, por que os funcionários das fábricas usavam uniformes. Akio respondeu que, logo depois da guerra, as pessoas não tinham roupas e as empresas tinham que dar a seus trabalhadores algo para vestir. Com o passar dos anos, os uniformes transformaram-se em assinaturas de estilo, principalmente em companhias como a Sony, e isso se tornou um jeito de unir os trabalhadores com as empresas. "Decidi que queria esse tipo de união na Apple", lembrou Jobs.

A Sony tinha contratado o famoso estilista Issey Miyake para criar seu uniforme - uma jaqueta feita de náilon reforçado com zíperes nos ombros, permitindo retirar as mangas e transformar a peça em um colete. Então Jobs ligou para Miyake e pediu para que ele desenhasse um colete para a Apple. Ele lembra: "voltei com algumas amostras e sugeri aos funcionários que seria ótimo se todos vestíssemos aqueles coletes. Rapaz, fui vaiado na hora. Todo mundo odiou minha ideia".

Nesse meio tempo, Jobs ficou amigo de Miyake e passou a visitá-lo frequentemente. Ele começou a gostar da ideia de ter um uniforme para si mesmo, pela conveniência diária (ou lógica, como ele definiu) e pela criação de um estilo próprio. "Então pedi a Issey que me produzisse algumas das suas camisas pretas de gola rulê que eu gostava, e ele me entregou tipo umas cem". Jobs percebeu minha surpresa quando me contou essa história, então me mostrou seu guarda-roupa. "É isso o que eu visto", ele disse. "Tenho o suficiente para durar até o fim da minha vida".

Issey Miyake
Issey Miyake é um grande estilista japonês que possui, além de marca própria com fortíssimo DNA, uma famosa linha de perfumes. Achei muito interessante a amizade entre ele e Jobs. Não diria inusitada, já que eles têm áreas de atuação em comum. Issey Miyake sempre teve um pé no tecnológico, basta ver suas roupas feitas com tecidos inovadores.

Mas o que mais me chamou a atenção foi a ideia de Steve Jobs. O uniforme que ele queria fazer para tentar trazer uma certa unidade entre seus funcionários (e que não foi aceito), e que ele acabou por usar em si mesmo!

Era (ainda é) a marca pessoa dele, assim como seus óculos. É a simples construção de um padrão, de uma personagem. Não digo isso de forma negativa. Querendo ou não, nos baseamos na aparência. Ao se apresentar sempre da mesma maneira, com seus óculos, blusa preta, calça jeans e tênis, ele dizia duas coisas: 
. Não prestem atenção em mim, que não mudo, mas sim no aparelho que apresento aqui.
. E como não mudo, se o aparelho anterior que criei foi de boa qualidade, esse também é.

São assossiações que aqui escritas parecem ter uma lógica fraca, mas que são muito eficazes na realidade. Quem nunca julgou alguém e os seus atos pela forma como se veste? Ele construiu um uniforme para si próprio e com isso criou um forte símbolo. A Apple não é apenas representada pela maçã. Jobs se converteu num símbolo da marca que criou.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

"Eu sou pela liberdade de expressão"



Na última segunda-feira (10/10) o Espaço Tom Jobim, que fica no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, recebeu o estilista Jean Paul Gaultier para uma palestra. O evento foi gratuito e divulgado via facebook. Os interessados tinham que mandar um email com nome e RG para poderem participar.

Eu tive a imensa sorte de ver o convite (na página do facebook do FFW) e conseguir por meu nome na lista! E, sem "puxa-saquismos", foi muito bom! Tudo aconteceu como o esperado, e participar de uma palestra com o auditório lotado é maravilhoso, sabe? Ver que todas aquelas pessoas também estavam animadas e ansiosas para ouvir um estilista que você curte traz um sentimento de pertencimento, do tipo "Sim, eu sei que você também está ansiosa(o) para vê-lo!"

Também estava presente na palestra a ex-modelo muçulmana Farida Khelfa, responsável pelo documentário “Jean Paul Gaultier – Quebrando as Regras” exibido no Festival do Rio no domingo (9/10).

Bom, deixando o blá-blá-blá de lado (e olha que não faz muito tempo que eu tinha dificuldade em escrever textos longos...), vamos ao que interessa! Gaultier!

É sempre válido ter a oportunidade de conhecer grandes profissionais do seu métier ao vivo. Uma coisa são as fotos espalhadas pela internet, as entrevistas, os vídeos... e outra coisa é ver e ouvir a pessoa ao vivo. Eu não tinha uma imagem  formada do Enfant Terrible - apelido de Jean Paul Gaultier - antes de o ver, mas confesso que ela se fixou de uma maneira bastante positiva depois de segunda. Muito simpático, animado e risonho, além de tagarela, ele estava de imenso bom-humor e sempre disposto a responder às questões.

A palestra tinha como audiência principal estudantes de moda e, logo no início, ele contou um pouquinho do início da sua carreira, de como não teve uma educação formal em moda, e que, por isso, o trabalho foi a sua escola.

Para ver a foto em tamanho maior, clique nela
Conhecido por surpreender na passarela, seus desfiles são sempre recheados de elementos que causam discussões. Dos vários exemplos temos: vestir homens com saias, colocar modelos acima do peso nas passarelas, ter modelos com o corpo repleto de tatuagens e piercings ou um modelo vestido com vestido de noiva. 

Sincerametente? Ele mostra a diversidade do ser humano. Nem todos vivem sob o padrão que as sociedades impõem. Gaultier busca mostrar, através de suas criações, que todos podem se expressar da maneira que convier. Pra quê tantas regras?

O bacana não é só causar alvoroço com as transgressões. É trazer à tona essas discussões, tentar fazer com que as pessoas saiam um pouco da sua zona de conforto e tentem ver com os olhos dele. Ele mesmo contou que acha triste quando as pessoas se vestem da mesma maneira. Para Gaultier, a roupa é como um sonho, onde se pode inventar de tudo.

Ao final da palestra, o estilista disse uma frase que traduziu tudo o que ele acredita: "Je suis pour la liberté de l'expression". A tradução? Basta olhar o título desse post.

Gostou? Quer ler mais um pouquinho sobre o que ele contou na palestra? Então acesse aquiaqui.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Quem é mais forte?


Já tem um tempo que as semanas de moda internacionais são o foco do jornalismo de moda e não é apenas por causa dos desfiles. Bom, para começar a falar do problema, deve-se que primeiro explicar o contexto, então vamos lá.

As semanas de moda internacionais (as que são consideradas as mais importantes mundialmente) acontecem nessa ordem: Nova York - Londres - Milão - Paris. Nelas são apresentadas as coleções Resort, Couture, Pre-Fall/Spring, Menswear e Ready-to-Wear (ou Prêt-à-Porter. Considero essa o carro-chefe das semanas). Detalhe: os tipos de coleções que falei não estão, necessariamente, em ordem, porque sim, elas têm uma ordem certa para aparecer. Um dia ainda escrevo mais sobre isso...

Então, dito isso, o que é importante ter em mente aqui é a ordem das cidades. Acontece que, de uns tempos pra cá, porque me recordo que isso não é bem uma novidade, mas que agora tomou um ar mais sério, os organizadores da semana de moda em Milão querem modificar isso. Eles alegam que a data em que os desfiles serão feitos em setembro do ano que vem será tardia demais, complicando todo um calendário de produção.

A semana de moda de Milão conta com inúmeras casas de peso e sabe disso. Ela já se pronunciou dizendo que irá começar seus desfiles durante o de NY e de Londres ano que vem. Certamente isso não vai acontecer, mas o cerne desse meu texto aqui não é esse.

O que me fez escrever sobre esse problema de organização de datas das semanas de moda foi a resposta que a Condé Nast deu em relação à essa resolução de Milão. O presidente internacional da Condé Nast, Johnathan Newhouse escreveu uma carta ao Presidente da Câmara de Moda Italiana (tradução minha), Mario Boselli, que confirmando que os editores da(s) Vogue(s):
"gostam do cronograma [das semanas de moda] do modo como está organizado. Nós da Condé Nast não queremos que ele seja modificado. Nós nos opomos à mudança dos desfiles de Milão para mais cedo [calendário] a ponto deles entrarem em conflito com os desfiles de Londres ou os de Nova York ou quaisquer outros." (tradução minha)
 Ele ainda diz que nenhum editor das Vogues americana, inglesa e francesa irá comparecer aos desfiles que acontecerem no mesmo dia dos de Nova York e Londres. Essa seria justamente o fator decisivo e a maior demonstração de poder que a editora pode exercer sobre os organizadores da semana de Milão. Se os editores de tão famosas revistas não forem, uma boa parte do prestígio, além de repórteres e todo o pessoal da mídia também não irão.

Algumas marcas que desfilam na semana de moda de Milão



É bastante interessante essa situação porque mostra o poder que as revistas e todos que falam, comentam, criticam, etc a moda têm sobre os desfiles (e as marcas). É relevante ter isso em mente, porque mostra as engrenagens de uma indústria extremamente complexa, que não tem apenas um ponto superpoderoso. Parece haver várias "mãos" que a regulam e a moldam de acordo com seus interesses.

Não acho mesmo que a semana de moda de Milão vá ficar entre as semanas de moda de outras cidades. Não é interessante, seria dividir a atenção e os flashes dos desfiles apresentados, além de todo o pessoal especializado (ou não) que fala/escreve sobre as marcas que se apresentaram. Isso sem contar com todos os compradores e afins.

Em todo caso, só pra registrar que, embora considere a Condé Nast uma grande empresa, que faz sim produtos de alta qualidade (inquestionável isso), não gostei muito da atitude dela não. Nem dos organizadores da semana de Milão. Não interessa a ninguém que as principais capitais da moda desfilem ao mesmo tempo.

Ao invés de procurarem discutir entre si e encontrar a melhor solução para os problemas que têm, em um clássico exercício de ceder um pouco, mas impor um pouco também, não, preferem cada uma ver seu lado. Não vamos mudar o calendário porque está muito confortável para nós ou irei mudar as datas estipuladas ao meu bel-prazer, sem me interessar no que isso possa repercutir, seja para mim ou para as outras semanas.

Para finalizar esses meus devaneios por hoje, fica a minha curiosidade em saber como esse "drama" irá terminar. Espero que seja da melhor forma possível.

Fontes: Style.com

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Saia longa


 Figurinha cada vez mais carimbada nas ruas, a saia longa, depois de muito tempo, volta a ter destaque. Com leitura mais moderna, de nada lembra as saias sem forma e de estampas duvidosas dos anos 90 e início de 2000.

Quando percebi que ela estava voltando, lá pelo final do ano passado e início desse ano, fiquei com um pé atrás. Logo me lembrei das saias que a minha mãe costumava usar quando era pequena e, sinceramente, não me animei muito!

Passado esse receio inicial, não consigo mais tirá-las da cabeça! Elas são capazes de trazer a impressão de pernas longas sem muito esforço! Perfeito, né?

Contra indicações:
Como jé disse em outro post, não sou muito fã de regras. Gosto de ter a liberdade de ousar e me divertir com a moda! Acho desestimulante ditar uma lista de regras do tipo se você é baixinha não devia usar tal comprimento, se você é muito magra não use roupas muito justas... Todas regras podem ser questionadas e quebradas. Tente, inove, inspire-se!

Para começar, aqui estão exemplos de como as pessoas nas ruas estão usando a saia longa:






Dicas de uso:
Isso sim eu acredito! Dicas, sugestões que podem fazer com que as pessoas se arrisquem mais! Pode parecer besteira, mas quando você se veste de uma maneira que te agrada, você transmite esse sentimento para as outras pessoas. Às vezes, basta uma combinação inusitada das mesmas roupas de sempre no meu guarda-roupa para transformar um dia cinzento mais colorido.

Bom, para ilustrar mais, montei dois looks com algumas sugestões minhas. Decidi usar a mesma saia para mostrar que não é necessário ter determinada roupa para a noite e outra para o dia.

Na figura 1, optei por coordenar a saia clara com uma blusa florida. A saia, por si só, já deixa qualquer uma com dois metros de perna, mas o cardigã longo traz um pouco mais de equilíbrio para a silhueta porque reduz um pouco o efeito "alongador" da saia. 

Assim, é só um detalhe, mas acho importante ressaltar que nem sempre o equilíbrio é buscado em combinações. Por que não querer ter pernas infinitas ou um longo tronco? Vai do gosto da cliente, não é?

Na figura 2, escolhi a saia clara de propósito, para tentar mostrar que roupas claras vão bem sim à noite. O preto e o branco são clássicos, por isso resolvi colocar mais um ponto de cor, no caso o cinto vermelho. Embora looks com branco + preto + vermelho não sejam nenhuma novidade, trazem um pouco mais de sobriedade, que vai bem em situações mais formais.

A minha parte favorita ficou por conta do jogo do esconde/revela da trasparência. É sutil e delicada, e sim, a modelo está totalmente coberta. E é isso que é interessante. O que parece não parecer instiga muito mais a imaginação que o que aparece de todo!

Para finalizar, algumas ideias vindas das passarelas internacionais (tenho que colocar aqui fotos das nacionais também, mas agora fica pra outro post!). O da Moschino, por exemplo, chama a atenção por colocar o suéter em cima da saia. Normalmente, em composições com sais compridas, a parte de cima fica dentro da saia, o que não foi o caso aqui. Mais uma dica! Repare que criou uma outra proporção ao corpo, cortando a impressão de alongamento que a saia dá.






Bom, vou ficando por aqui... E aí, o que achou das dicas? E das saias longas? 

Fotos: Rioetc, Chictopia, looklet

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Look monocromático - Com que cor eu vou?


Calça azul com blusa branca, saia preta com blusa verde... por que não short amarelo com top amarelo?

O look monocromático, feito com peças da mesma cor, pode parecer sem graça e simples de fazer. Mas não é. O mais comum, na verdade, é a composição com peças pretas. Super fácil de ser encontrado, essa combinação atrai vários tipos de mulheres, seja pela ideia comum de que preto emagrece ou de que um look monocromático alonga e afina a silhueta.

Já vi vários exemplos que põem por terra tanto a ideia do preto emagrecedor quanto de uma combinação de uma cor só alongar a pessoa. Não é só a cor que vai fazer com que a silhueta se modifique. O molde, o caimento e o comprimento são essenciais.

Os Tons

Como não parecer um médico ou dentista em um look totalmente branco, por exemplo?

Uma boa maneira de começar a brincar com looks monocormáticos é através da mistura de tons de uma mesma cor. Bom, cores escuras geralmente tendem a "diminuir" a região que aparecem. No caso abaixo (figura 1), o tom mais escuro de azul ficou na parte de cima - bom pra quem quer parecer mais fina nessa área. Mas uma coisa: de nada adianta uma cor super escura se nem o tecido nem a modelagem da roupa não caírem bem. O efeito pode sair o contrário do que se deseja.

Fora isso, há dicas interessantes a cerca do styling. A saia longa, muito em voga agora, ajuda a alongar as pernas. Se você quer pernas intermináveis nada como uma longa saia de cor escura e saltos (nem precisam ser muito altos) para darem conta do recado.



Na figura 2, novamente a mescla de tonalidades é usada. O interessante em um look de apenas uma cor é que ele já chama atenção por si só. Mesmo com roupas lisas, sem nenhum tipo de estampa, apenas com texturas, você tem bastante informação visual.

Ainda no jogo dos tons, é possível criar composições de uma cor só com apenas um tom. O efeito, no entanto, geralmente é ousado. Para aguentar a atenção que irá chamar, a pessoa tem que estar muito confortável em em sua saia, blusa, bolsa e sapato roxo, por exemplo.

Desfiles de Outono/Inverno 2011 com looks monocromáticos de um ou dois tons

Por isso o mais tranquilo ser a mistura (e o porquê do meu ênfase) de tons. É a forma mais confortável não apenas para quem está usando como para as pessoas que irão vê-la. Parece bobeira, mas existem pessoas que aceitam mais certas ousadias que outras. E querendo ou não, a forma como nos apresentamos desde o cabelo até a sola do sapato é o nosso cartão pessoal. Por isso a importância de se vestir de forma que se sinta confortável. De nada adianta se forçar a usar um estilo que em nada combina com você. Pra quê se fantasiar?

Exemplos de combinações com mistura de tonalidades








 
E você, já pensou em se vestir em apenas uma cor? Tem alguma dica de uma combinação inusitada que funcionou?

Fontes: Style.com; lookbook.nu; looklet.com

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Entre calcinhas e cervejas



Soube hoje pelo ModaSpot que a SPM (Secretaria de Políticas para as Mulheres) disse ter recebido reclamações sobre a campanha Hope Ensina protagonizada por Gisele Bündchen. No vídeo, a modelo aparece em uma situação de duas maneiras diferentes. Na primeira cena vestida e na segunda apenas de calcinha e sutiã (da Hope, claro).

A SPM declarou que "a propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas".

Em resposta, a Hope enviou uma carta à SPM afirmando que o comercial não tem nenhum cunho sexista e que as situações expostas são brincadeiras, piadas do dia a dia e que não devem ser consideradas depreciativas.

Bom, não gostei muito da justificativa da Hope não. Quantas piadas populares existem por aí que são ofensivas e preconceituosas? Não pretendo colocar a culpa toda por cima da empresa nem nada, embora tenha achado o comercial um pouco ofensivo sim.

Afinal o comercial ensina que a melhor maneira de dar más notícias seria estando apenas de lingerie para o marido, companheiro... o que for. Seria a melhor forma de "amansá-lo". Mas por que ela deveria amansá-lo? Não foi tanto a imagem da mulher como objeto - de qualquer tipo - que me incomodou, embora também tenha. Foi a submissão sutil que ela apresenta. Como se a mulher devesse se explicar sempre que fizesse algo.

E vamos combinar que no terceiro comercial dessa série ao dizer que tinha batido o carro do marido, ela ainda complementa com "de novo". Segue o vídeo para conferir:


 
Esse caso me lembrou dos comerciais de cerveja... Não é à toa que está no título do post. O engraçado é que, para mim, eles são muito mais ofensivos que o da Hope. E não é apenas uma ou outra marca, são todas! O comercial é claramente voltado para o público masculino, com direito a mulheres de pouquíssima roupa, comentários e situações de duplo sentido...

É sempre assim: um grupo de amigos (a grande maioria, se não todos da rodinha principal, homens) no bar, na praia, e chega uma mulher que está com roupas muito curtas e, ou eles comentam ou interagem com ela de alguma forma. Independente da situação, a mulher nunca é valorizada. A não ser que conte ser valorizada pela forma como apenas o seu corpo atrai os homens (ou seja, objeto). A bem da verdade, depois de ver qualquer desses comerciais, nunca senti vontade de beber uma cerveja.

Enfim, deixo esse testamento apenas para registrar o que penso sobre o caso da Hope, dos comercias de cerveja, e da imagem da mulher na sociedade brasileira. E vocês, o que acham dessa situação? O comercial foi um pouco ofensivo ou não teve nada de mais? E quanto aos anúncios de cerveja?

Fontes: Modaspot.com, YouTube.com

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Quem? D&G



Como os estilistas Stefano Gabbana e Domenico Dolce anunciaram semana passada o fim da marca D&G que a partir de agora, será uma linha da marca principal Dolce & Gabbana, resolvi tentar explicar um pouquinho o que foi essa marca.

Bom, ela é a irmã mais nova da marca que leva o nome dos estilistas italianos e foi criada em 1994. Seu principal conceito era de servir como um "laboratório de criação", onde se procurava criar tendências ao invés de simplesmente as seguir.

Ela também tinha um apelo mais jovem, com criações mais leves e descontraídas. Assim como também tinha segmentos para óculos de sol, relógios e perfumes.


Uma de suas marcar registradas, que ao meu ver também é da Dolce & Gabbana, são suas campanhas. Consideradas muitas vezes ousadas, elas são capazes de transmitir o clima da coleção e conseguem fazer com que você entre na fantasia que eles estão propondo.

Campanha Fall 2005 e Fall 2008

Agora resta ver como a dupla de estilistas vai inserir a D&G na linha principal. Sinceramente, espero que ela não desapareça, porque a D&G sempre trouxe um frescor além de uma certa rebeldia às criações dos dois.


Curiosa para ver os próximos desfiles da Dolce & Gabbana!